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Idosos, segurança pública, Parada LGBT, violência doméstica, comércio ambulante e trabalho da Aril são pautados na Tribuna Livre

Espaço é reservado aos cidadãos que querem apresentar demandas e discutir temáticas de interesse social

Data de publicação: 25/08/2026 10:25 | Categoria: Institucional | Núcleo de Imprensa da Câmara Municipal de Limeira


  • Idosos, segurança pública, Parada LGBT, violência doméstica, comércio ambulante e trabalho da Aril são pautados na Tribuna Livre

    Idosos, segurança pública, Parada LGBT, violência doméstica, comércio ambulante e trabalho da Aril são pautados na Tribuna Livre

  • A neurogerontóloga Débora Lee defendeu políticas públicas para a população idosa

    A neurogerontóloga Débora Lee defendeu políticas públicas para a população idosa

  • O advogado Maurício Gonçalves Tomé Júnior comentou a participação anterior do secretário de Segurança Pública e Defesa Civil e as informações sobre a Operação Fecha-Bar

    O advogado Maurício Gonçalves Tomé Júnior comentou a participação anterior do secretário de Segurança Pública e Defesa Civil e as informações sobre a Operação Fecha-Bar

  • Maycon Marabez discorreu sobre a Parada LGBT de Limeira

    Maycon Marabez discorreu sobre a Parada LGBT de Limeira

  • Ilso Ferreira da Cruz falou da necessidade de regulamentação do comércio ambulante

    Ilso Ferreira da Cruz falou da necessidade de regulamentação do comércio ambulante

  • Andreza Leite de Oliveira falou sobre a campanha Agosto Lilás e o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher

    Andreza Leite de Oliveira falou sobre a campanha Agosto Lilás e o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher

  • O presidente da Aril, Cassio Nogueira, apresentou projetos e ações da entidade

    O presidente da Aril, Cassio Nogueira, apresentou projetos e ações da entidade

    A Tribuna Livre Professora Eliza Gabriel da Costa foi pautada por temas inscritos por seis oradores, na sessão ordinária desta segunda-feira, 24 de agosto. Idosos, segurança pública, Parada LGBT, violência doméstica, comércio ambulante e trabalho da Aril estão entre os assuntos abordados por munícipes e representantes de entidades de Limeira.  

    A neurogerontóloga Débora Lee defendeu políticas públicas para a população idosa e em processo de envelhecimento; o advogado Maurício Gonçalves Tomé Júnior comentou a participação anterior no espaço pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Anderson Pereira, e a informação fornecida pelo gestor sobre Operação de Fecha-bar; Maycon Marabez discorreu sobre a Parada LGBT de Limeira; Ilso Ferreira da Cruz falou da necessidade de regulamentação do comércio ambulante; Andreza Leite de Oliveira abordou a campanha Agosto Lilás, voltada à conscientização para o fim da violência doméstica e familiar contra a mulher; e, por fim, o presidente da Aril, Cassio Nogueira, apresentou projetos e ações da entidade.   

    O uso do espaço é reservado aos cidadãos que querem fazer uso da palavra para apresentar demandas e discutir temáticas de interesse social; confira o vídeo das tribunas da semana neste link.

    Envelhecimento

    O primeiro tema foi apresentado pela neurogerontóloga, Débora Lee, especialista, mestre e doutora na área. Ela discorreu acerca da importância de promover políticas públicas voltadas à população idosa. Segundo a profissional, o Brasil conta com 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando quase 16% da população. “Limeira acompanha essa transformação, registrando aproximadamente 52 mil pessoas nessa faixa etária, o que significa que cerca de 18%, ou uma a cada cinco pessoas no município, é idosa”, contextualizou.

    A oradora propôs uma reflexão sobre a preparação da cidade para esse cenário, enfatizando que o envelhecimento envolve saúde física e mental, memória, cognição, emoções, convivência familiar, participação social, autonomia e dignidade. Débora Lee também defendeu que o olhar para o envelhecimento de deve ser amplo, reconhecendo que os idosos não são todos iguais e possuem diferentes graus de autonomia e suporte; citou desde um homem de 65 anos ativo até uma mulher de 85 anos que necessita de auxílio para tarefas diárias, além de casos de Alzheimer em estágios avançados. "Precisamos de serviços diferentes para as diferentes realidades", sinalizou.

    Também foi mencionada a demência e o mês de conscientização Setembro Lilás. A neurogerontólga descreveu que como o diagnóstico afeta não só o paciente, mas toda a família. "Precisamos pensar no futuro antes que o futuro chegar. É por isso que faço um pedido, olhe para a população idosa de Limeira, olhem para os nossos idosos de hoje, mas olhem também para os adultos que estão chegando à velhice, porque todos nós estamos envelhecendo. O idoso que cuidamos hoje pode ser a pessoa que nós seremos amanhã", detalhou.

    Operação Fecha-bar

    O segundo a falar, o advogado Maurício Gonçalves Tomé Júnior comentou a participação na sessão do dia 16 de junho, na Tribuna Livre, do secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Anderson Pereira. Ele citou a informação fornecida pelo gestor de que, durante uma Operação de Fecha-bar, havia mais de 200 menores de idade consumindo álcool e drogas.  Maurício questionou a atuação do secretário diante desse contexto, perguntando o motivo de não ter acionado os pais, responsáveis, o Conselho Tutelar ou o Ministério Público. Também criticou o fato de que os apreendidos foram liberados e sugeriu que os órgãos competentes apurem a conduta do secretário. 

    Parada LGBT

    Maycon Marabez pautou os direitos da diversidade e a organização do evento Parada LGBT de Limeira. O orador questionou quando a Prefeitura vai disponibilizar a data para a organização da atividade. “Lembrando que a agenda faz parte do calendário municipal de Limeira e conta com emenda impositiva destinada pela vereadora Isabelly Carvalho (PT) para ser realizada”, citou.

    Agosto Lilás

    A campanha Agosto Lilás, voltada à conscientização para o fim da violência doméstica e familiar contra a mulher, foi abordada por Andreza Leite de Oliveira. O discurso dela foi iniciado reproduzindo frases consideradas desconfortáveis ouvidas por mulheres em relações marcadas por violência. Ela relatou a experiência desde 2018 com mulheres empreendedoras e líderes de empresas e mencionou que existe uma “ideia equivocada de que a mulher forte e independente não aceita ou não percebe a violência”.

    Andreza detalhou ciclos de violência doméstica, que muitas vezes não começa com agressão física, mas com palavras, desqualificações, tentativas de diminuição, explosões de raiva ou objetos jogados no chão. Também descreveu sinais que podem ser observados em situações envolvendo mulheres que antes se comunicavam e passam a falar menos e a duvidar de si mesmas.  

    Ambulantes em eventos  

    O vendedor ambulante de brinquedos, Ilso Ferreira da Cruz, discorreu sobre a dificuldade que enfrenta desde o ano passado para conseguir comercializar os produtos em eventos municipais. Ele disse que atualmente o trabalho se limita aos finais de semana na Praça Buzolin diante do impedimento para trabalhar na cidade, decorrente de um decreto da Prefeitura que o proíbe de atuar nas festas no Horto Florestal de Limeira e no Parque Cidade.

    "Eu tenho que pagar as minhas contas, tenho que comer, tenho que sobreviver", apelou Ilson, ao pedir o apoio aos vereadores na articulação política com a Prefeitura para autorizar a presença de ambulantes nos eventos, incluindo o comércio de produtos que não sejam somente do setor de alimentos.

    Pessoas com deficiência

    Por fim, as falas da Tribuna foram encerradas com a participação do presidente da Aril, Cassio Nogueira. Ele apresentou projetos e ações voltados às pessoas com deficiência e famílias. “Com 63 anos de história, a entidade atende pessoas com deficiência intelectual, múltipla e outras necessidades, oferecendo atendimento especializado para famílias que muitas vezes não têm condições de buscar a rede particular ou pública”, discursou o participante, ao convidou o público presente a conhecer o trabalho da instituição por meio de vídeo institucional exibido no Plenário.

    De acordo com Cássio, a entidade realiza em média 10 mil atendimentos na área da saúde financiados pelo SUS, cuja tabela é considerada “baixa em relação ao mercado”. O corpo técnico é composto por 127 profissionais, entre fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, médicos, professores e monitores. “Além da saúde, a Aril mantém escola, reforço escolar e uma área de esporte com modalidades premiadas internacionalmente, cuja participação tem sido afetada pela falta de recursos para custear treinos, equipamentos e profissionais, apesar da motivação dos atletas para representar Limeira em campeonatos nacionais e internacionais”, apontou.

    O presidente da Aril informou que a instituição possui um orçamento anual próximo de R$ 8 milhões e tem encerrado os exercícios com déficits, decorrentes da alta demanda. “Hoje há 200 pessoas aguardando atendimento, principalmente na área de fonoaudiologia”, exemplificou. Cássio Nogueira argumentou que os recursos públicos e subvenções estão abaixo do custo real necessário e defendeu a construção de uma solução conjunta com a Câmara Municipal para transformar emendas impositivas em atendimento, auxiliando crianças que aguardam por sessões de fonoaudiologia, fisioterapia ou o apoio aos times esportivos.

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