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Homens participam de palestra sobre violência contra as mulheres na Câmara

Reconhecer sentimentos e proteger as mulheres à volta foram objetivos do encontro

Data de publicação: 25/09/2026 15:13 | Categoria: Institucional | Núcleo de Imprensa da Câmara Municipal de Limeira


Homens participam de palestra sobre violência contra as mulheres na Câmara
Homens participam de palestra sobre violência contra as mulheres na Câmara

Na manhã desta sexta-feira, a Câmara Municipal de Limeira realizou uma palestra para os servidores do Legislativo com o objetivo de abordar a violência contra a mulher de uma forma diferente: reconhecer os próprios sentimentos e proteger as mulheres que estão à volta. A ação foi promovida pela Escola Legislativa Paulo Freire e faz parte da série de palestras realizadas durante a campanha “Agosto Lilás”.

Com o tema “Masculinidade e relações saudáveis: refletindo sobre o papel do homem na sociedade”, a assistente social Marina Alencar falou para a plateia composta só por homens da importância de reconhecer e falar sobre os próprios sentimentos, historicamente repreendidos pela forma de criação a qual os meninos são submetidos. “Homem não chora”, “engole o choro”, “seja forte”, “resolva sozinho”, “homem tem que dar conta”, foram os exemplos usados por ela.

A palestrante destacou que sentir não os torna menos homem, mas que a forma como esses sentimentos são extravasados pode afetar a forma como eles tratam as mulheres. De acordo com ela, a rejeição, a frustração, o medo, a tristeza, a solidão, a vergonha, o ciúmes e a insegurança, se não reconhecidos, podem se manifestar na forma de controle. “O homem entra no modo de defesa e ataca para não ser atacado. Ele começa a agredir e diminuir a mulher para que ela caiba no seu mundo de insegurança”, argumentou.

Sentir e agir

Marina explicou que, entre sentir e agir existe um caminho. Que a raiva pode ser sentida sem agressão, o ciúme não precisa gerar controle, que ser rejeitado não implica em ameaçar aquela que não o deseja e que é possível discordar sem humilhar. “Reconhecer as emoções também pode ser uma forma de prevenir a violência”, frisou.

Ela reforçou que a violência nem sempre começa por uma agressão, que o desrespeito, o controle, a humilhação, intimidação e a ameaça também são formas de violência e que é preciso observar a forma como os homens se comunicam com suas mulheres, sejam elas companheiras, filhas, mães, irmãs ou mesmo colegas de trabalho. “De que forma essa mulher está recebendo a sua crítica? É possível falar sem ser agressivo”, pontuou.

A palestrante disse ainda que os homens precisam reconhecer seus sentimentos, responsabilizar-se sobre eles, reparar o dano que causam, aprender com os erros e mudar o comportamento, e que a força dos homens também pode estar em pedir ajuda, conversar sobre o que sente, pedir desculpas, interromper uma discussão antes que ela tome rumos adversos, reconhecer que errou, cuidar e permitir ser cuidado.

Encerrando a fala, convidou a todos para que sejam eles os veículos de transformação da sociedade. “Se você vir uma agressão, não precisa intervir, porque pode ser arriscado, mas ligue para a polícia. Se uma mulher estiver sendo seguida ou assediada, vá até ela como se a conhecesse e tire-a da situação, proteja as mulheres para que as suas mulheres também possam ser protegidas por outros”, incentivou.

Agosto Lilás

Instituída no âmbito da Câmara Municipal de Limeira pela Resolução Nº 919/2026, a campanha “Agosto Lilás” tem como objetivo levar conscientização sobre a violência doméstica e suas espécies. Ao longo de agosto e setembro foram desenvolvidas diversas palestras voltadas às servidoras e servidores da Câmara pela Escola Legislativa Paulo Freire. 

Por Cristiane Scardelai - jornalista MTB 74383/SP