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Comissão de Meio Ambiente visita cooperativa de reciclagem e Banco de Materiais

Vereadores verificam demandas para aprimoramento das unidades e benefícios ambientais 

Data de publicação: 07/08/2026 13:30 | Categoria: Institucional | Núcleo de Imprensa da Câmara Municipal de Limeira


  • Comissão de Meio Ambiente visita cooperativa de reciclagem e Banco de Materiais

    Comissão de Meio Ambiente visita cooperativa de reciclagem e Banco de Materiais

  • Vereadores verificam demandas para aprimoramento das unidades e benefícios ambientais

    Vereadores verificam demandas para aprimoramento das unidades e benefícios ambientais

  • Os vereadores visitaram o Banco de Materiais, localizado ao lado do galpão da antiga Famul. Durante a diligência, o colegiado observou a redução das atividades

    Os vereadores visitaram o Banco de Materiais, localizado ao lado do galpão da antiga Famul. Durante a diligência, o colegiado observou a redução das atividades

    Os vereadores da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Limeira, Felipe Penedo (PL), presidente, e Helder do Táxi (PSD), secretário, visitaram a Cooperativa de Reciclagem de Limeira (Coopereli), no Jardim Aeroporto, nesta sexta-feira, 7 de agosto. Em seguida, realizaram diligência no Banco de Materiais, que funciona ao lado do galpão que abrigava a antiga Fábrica de Mobiliário Urbano de Limeira (Famul). O objetivo foi verificar o funcionamento das unidades, identificar as demandas para aprimoramento operacional e avaliar os benefícios ambientais gerados por esses locais.  

    Reciclagem

    A Coopereli está instalada na Avenida Dr. Antonio de Luna, 1.323, e funciona por meio de Contrato de Concessão de Direito Real de Uso com a Prefeitura. Atualmente, são 13 cooperados atuando no trabalho de recebimento, separação e prensa de materiais recicláveis. Esses insumos são posteriormente comercializados com empresas parceiras da cooperativa, o que auxilia na renda dos recicladores. O funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 16h.   

    Os vereadores conversaram, durante a diligência, com os cooperados para entender as demandas operacionais e verificaram que houve redução na frequência de caminhões de coleta que entregam resíduos na cooperativa. A média diária de descarregamentos caiu de dois veículos para um.   

    Outro ponto percebido pela Comissão é que a maior parte do material urbano recolhido apresenta baixo aproveitamento em razão da mistura do que deveria ser reciclado com resíduos orgânicos e rejeitos. Foi mencionado pelos cooperados que em um descarregamento de cerca de 1.100 quilogramas de resíduos sólidos recolhidos apenas um terço é aproveitado na triagem para reciclagem.     

    Os membros da Comissão de Meio Ambiente destacaram que a atividade realizada pelos cooperados possui relevância social e ambiental, pois funciona como suporte para a preservação ambiental na separação de resíduos e como fonte de sustento para famílias que geram renda com o que conseguem aproveitar na triagem.  

    Para Felipe Penedo, cabe ao poder público ampliar o trabalho de educação ambiental da população sobre a coleta seletiva, bem como aprimorar a logística. Ele sugeriu o alinhamento de políticas públicas que envolvam campanhas de conscientização sobre a separação de resíduos, infraestrutura para o descarte correto no dia a dia, rotas de coleta e integração com a cooperativa de catadores.  

    Coleta seletiva

    Além de abordado na diligência, o tema coleta seletiva foi pautado pela Comissão na reunião do dia 16 de julho. Por meio de ofício enviado à Prefeitura, os vereadores solicitaram esclarecimentos sobre o contrato da coleta seletiva, o volume de resíduos coletados em toneladas, a quantidade de rotas, veículos e equipes em operação.

    O colegiado também pediu detalhes sobre os critérios de remuneração previstos em contrato, cópias de planilhas e boletins de medição dos últimos três meses, notas fiscais, atestados de fiscalização e o registro de reclamações de munícipes. Foram requeridos ainda dados sobre a cobertura territorial da coleta nos bairros.  

    Banco de Materiais

    Também no bairro Jardim Aeroporto, os vereadores visitaram o Banco de Materiais, localizado ao lado do galpão da antiga Famul. Durante a diligência, o colegiado observou a redução das atividades, uma vez que não há a integração de programas de capacitação e ressocialização profissional em parceria com o sistema prisional como anteriormente.    

    O programa funciona como um sistema de doações e repasses vinculado à Secretaria Municipal de Habitação. O Banco armazena materiais que poderiam ser descartados, mas que são aproveitados para manutenção urbana, como bancos de praças, guias, sarjetas, lixeiras, alambrados e tijolos, gerando redução de custos operacionais e de gasto público.

    O local recebe materiais de construção, como portas, janelas, telhas, lajotas e louças sanitárias. Para isso, os doadores entram em contato com a Secretaria de Habitação informando dados de identificação e o tipo de material desejado. Em seguida, um técnico realiza vistoria para avaliar a qualidade dos itens antes de agendar a retirada das doações.  

    Já em relação ao repasse às famílias, os interessados recebem atendimento por meio da Secretaria de Promoção Social Municipal (Seprosom) e passam por análise dos critérios de perfil social exigidos, antes do encaminhamento da demanda à Secretaria de Habitação para recebimento dos materiais demandados.     

    O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Felipe Penedo defendeu o diálogo do colegiado com a Prefeitura em defesa da reativação da Famul. A finalidade, segundo ele, é ampliar o reaproveitamento de insumos, bem como retomar a produção própria aliada ao Banco de Materiais que pode otimizar a zeladoria urbana.