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Medidas para coibir acesso à Ponte do Esqueleto são deliberadas em reunião na Prefeitura

Presidente da Câmara e autoridades municipais e federais discutem ações para ampliar segurança no local

Data de publicação: 15/06/2026 20:52 | Categoria: Institucional | Núcleo de Imprensa da Câmara Municipal de Limeira


Medidas para coibir acesso à Ponte do Esqueleto são deliberadas em reunião na Prefeitura
Medidas para coibir acesso à Ponte do Esqueleto são deliberadas em reunião na Prefeitura

Medidas para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto foram discutidas durante uma reunião realizada na Prefeitura na tarde desta segunda-feira, 15 de junho. O presidente da Câmara, vereador Everton Ferreira (PSD), acompanhou as deliberações com representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia Geral da União (AGU) e outras autoridades municipais e federais. Entre as ações acordadas estão a implementação de placas informativas quanto à propriedade do local, que é da União, e que o acesso é ilegal e sujeito à responsabilização, bem como a implementação de outras barreiras físicas com vistas a impedir o acesso à ponte. 

Os municípios de Limeira e Cordeirópolis farão a abertura de valetas para restringir o acesso. Além disso, foi solicitado pelo prefeito Murilo Félix (Podemos) a implosão do monumento. “A ideia da SPU é retirar as duas cabeceiras da ponte, os dois aterros que dão acesso à ponte, e vai ficar uma ponte exclusivamente aérea sem acesso de nenhum dos dois lados, até para que haja o encaminhamento da implosão futura daquele monumento que ainda dependerá de mais estudos”, explicou Everton.

A ata do encontro foi lida durante a sessão ordinária desta segunda-feira, pelo presidente Everton. As informações integrais constam na ata e os debates realizados após a leitura podem ser conferidos em vídeo neste link.

Participaram da reunião, além do presidente e do prefeito, o secretário de Negócios Jurídicos interino, Jonathan Domingues Fernandes; o deputado federal Miguel Lombardi (PL-SP); o superintendente da SPU no estado de São Paulo, Celso Santos Carvalho; o engenheiro da SPU, Lino Sartori; da Câmara de Conciliação em São Paulo da AGU, Mauro Jorge Makuch; o consultor jurídico da União em São Paulo da AGU, Luis Carlos Freitas; e a assessora de imprensa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Aede Cadaxa.

Confira um breve resumo da leitura

Conforme lido pelo presidente,  a posse da ponte decorre de um acordo envolvendo a quitação de parte de uma dívida do Governo do Estado de São Paulo com a União e a destinação formal da área à SPU só foi concretizada em maio deste ano. 

Para impedir o acesso ao local, o prefeito Murilo Félix destacou que o Executivo adota ações como instalação de placas, fechamento de acessos e abertura de valas, mas que enfrenta limitações por se tratar de um patrimônio da União.

Também foi discutida a possibilidade de doação ou cessão do imóvel ao Município, mas a hipótese foi descartada pelo prefeito por falta de interesse público e diante de outras prioridades da administração municipal.

O presidente Everton alertou os presentes que é de conhecimento da mídia local que há atividades agendadas na área para os próximos dias e que medidas devem ser adotadas para coibir o acesso.

A SPU informou que reforçará a sinalização e implantará novas barreiras físicas para dificultar a entrada de visitantes. Além disso, a Prefeitura aceitou reabrir valetas que foram aterradas irregularmente e defendeu que a Polícia Federal instaure inquérito para apurar a atuação de pessoas e empresas que promovem atividades na área. 

Ao final da reunião, foi registrada ainda a proposta de futura demolição da Ponte do Esqueleto, possivelmente por implosão, tema que dependerá de estudos técnicos e de novas deliberações entre os órgãos envolvidos.

Entenda o caso

A reunião foi realizada como consequência da morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, que foi lançada da Ponte do Esqueleto sem cordas de segurança na manhã de sábado, 13 de junho, quando realizava um salto do esporte chamado rope jump, modalidade de aventura em que a pessoa salta de uma estrutura elevada — como pontes, viadutos, penhascos ou prédios — presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. 

O acidente viralizou nas redes sociais e gerou impacto social em Limeira e em todo o país. Três responsáveis pelo salto da jovem foram presos pela polícia, que segue investigando o caso.

Esse não foi o primeiro acidente na Ponte do Esqueleto. Em 2025 uma mulher foi encontrada morta sob a ponte e as causas estão sendo investigadas. No mesmo ano duas mulheres se chocaram com o solo em um salto de rope jump. As duas sobreviveram, mas ficaram gravemente feridas. Em 2024 uma ciclista que atravessava a ponte de bicicleta com o marido se desequilibrou e caiu. Ela também não sobreviveu.

*Foto da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Limeira

Registrado em: presidência