Colegiado vai vistoriar criação de cavalos em áreas públicas no Geada; alta demanda de pit bulls soltos será o tema da audiência

A secretária de Proteção Animal, Juliana Kopczynski, participou da reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal que ocorreu nesta quinta-feira, 11 de junho. Durante o encontro, a secretária sugeriu a realização de uma audiência pública para falar sobre os pitbulls e a alta demanda de animais soltos no Município. O colegiado também programou uma diligência no bairro Geada para verificar a ocupação de áreas verdes e áreas públicas para criação de animais de grande porte.
O colegiado é composto por Felipe Penedo (PL), presidente; Tatiane Lopes (Avante), vice-presidente; e Helder do Táxi (PSD), secretário. As deliberações feitas durante o debate constam em ata.
Audiência pública
Juliana Kopczynski levou aos vereadores uma demanda sobre os pit bulls espalhados em Limeira e reclamações de animais soltos pelas ruas, especialmente nos bairros Odécio Degan, Lagoa Nova, Ernesto Kuhl e Aeroporto. A secretária afirmou que a maior parte dos cães são inofensivos, porém, por conta do histórico da raça, são estigmatizados.
O presidente da comissão, vereador Felipe Penedo, destacou que é preciso criar uma política pública para desmistificar a imagem dos pit bulls e raças derivadas, além de criar uma comunicação mais rígida entre o Poder Público e os munícipes para buscar soluções e tomar atitudes corretas sobre os casos.
O colegiado sugeriu que a audiência seja realizada no final do mês de agosto.
Ocupações de animais
Diante de inúmeras denúncias relacionadas aos animais de grande porte nas áreas verdes e áreas públicas no bairro Geada, a comissão agendou uma vistoria para o dia 26 de junho; e convidou as secretarias de Proteção Animal, Meio Ambiente, Urbanismo e de Promoção Social (Seprosom), com o objetivo de fiscalizar as áreas ocupadas pelos criadores destes animais.
Juliana ressaltou que recebe inúmeras denúncias sobre a quantidade de animais localizados no Geada e disse que, quando vai ao bairro para fiscalizar, os tutores escondem os animais para não serem autuados por possíveis irregularidades. “Estou disposta a resolver se eles quiserem microchipar e identificar esses animais para regularizar toda essa situação, mas quando nós tentamos, encontramos resistência”, expressou.