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Escola Legislativa realiza segunda aula do curso de Educação Financeira na Câmara de Limeira

Palestra abordou autogestão financeira, funcionamento do cérebro nas decisões de consumo e organização do orçamento

Data de publicação: 05/03/2026 15:00 | Categoria: Institucional | Núcleo de Imprensa da Câmara Municipal de Limeira


Escola Legislativa realiza segunda aula do curso de Educação Financeira na Câmara de Limeira
Escola Legislativa realiza segunda aula do curso de Educação Financeira na Câmara de Limeira

Nesta quarta-feira, 4 de março, a Escola Legislativa Paulo Freire promoveu a segunda aula do curso de Educação Financeira, realizada na Câmara Municipal de Limeira. A atividade foi ministrada pela consultora e educadora financeira Luisa Kimie Tagusagawa e deu continuidade aos temas apresentados no primeiro encontro, aprofundando a reflexão sobre comportamento financeiro e organização da vida econômica. A palestra está disponível na íntegra em vídeo neste link.

Durante a palestra, Luisa destacou que a construção de uma vida financeira equilibrada começa com a compreensão de como as decisões do presente impactam o futuro. A educadora explicou que o cérebro humano atua de diferentes formas nas escolhas relacionadas ao dinheiro, destacando o papel do sistema límbico, responsável pelas emoções e impulsos ligados ao prazer imediato, e do córtex pré-frontal, que está associado ao planejamento e à tomada de decisões racionais.

Segundo a palestrante, a consciência financeira envolve reconhecer padrões de consumo e compreender que muitas escolhas são influenciadas por fatores emocionais. Ela também abordou o conceito da chamada “roda do hamster” do consumo, em que a busca constante por novas aquisições pode gerar sensação de satisfação momentânea, mas não necessariamente contribui para uma vida mais equilibrada.

Autogestão financeira

Na segunda parte da apresentação, Luisa Kimie Tagusagawa tratou da aplicação prática da autogestão financeira no cotidiano. A especialista ressaltou que o dinheiro deve ser compreendido como uma ferramenta para viabilizar projetos de vida e não como um fim em si mesmo.

Entre os pontos discutidos, foram apresentados os chamados “ralos financeiros”, pequenos gastos recorrentes que muitas vezes passam despercebidos no orçamento, como assinaturas esquecidas, tarifas bancárias, compras por impulso ou parcelamentos que comprometem a renda futura.

A palestrante destacou ainda que a organização financeira começa com atitudes simples e consistentes. Segundo ela, o desenvolvimento de hábitos saudáveis, a definição de metas claras e o acompanhamento do orçamento são estratégias que contribuem para maior previsibilidade, redução da ansiedade e ampliação do poder de escolha ao longo do tempo.

O encontro também abordou conceitos ligados à liberdade e à independência financeira, enfatizando que decisões conscientes podem proporcionar mais qualidade de vida, tempo disponível e tranquilidade para planejar o futuro.

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